Eu deixei de usar roupas que mostravam o meu corpo por muito tempo, porque me incomodava muito o fato de que quando conversava com os homens eles ficavam olhando para meus seios ou minha bunda virava tema de conversa, de fotografias não-autorizadas e na rua eu não tinha sossego, porque os caras mexiam comigo. E o que tudo isso tinha em comum? Eu sempre me sentia invadida e nunca me sentia segura. Era como se o meu corpo não fosse seguro…e mostrá-lo me colocava em perigo.

Eu demorei muito tempo para voltar desse lugar…foram quase uma década me vestindo, como as pessoas brincavam “de pijama”…esclarecendo…roupas de dar aula de yoga. Eu aliava o útil ao agradável…as pessoas ainda mexiam, mas era bem menos…no geral, fui de um lugar onde eu queria me mostrar muito e “aparecer”, para um lugar de “você não se cuida”, “é desleixada”, não “é feminina”….

O que descobri com essas duas experiências?

A mulher nunca tem lugar. Porque todos os lugares estão errado pela visão e padrões patriarcais.

Foi então, que depois de começar a trabalhar diariamente com o Sagrado Feminino que isso começou a mudar. Eu percebi que não importava se eu estava com roupas curtas, longas e largas, aparecendo ou ocultando, isso não justificava a forma como os outros reagiam. Que não era EU QUE ESTAVA ERRADA, ERAM ELES!

E isso foi LIBERTADOR!

Percebi o quanto de repressão recai sobre as mulheres desde quando meninas. Desde um bobo “fechar as pernas”, até o desconhecimento do próprio corpo e dos seus ciclos, do que fazer com sua sexualidade e não poder vivenciar sua sensualidade de forma segura, porque a sociedade é como um zoológico com homens animais que não sabem se comportar. Era assim que eu me sentia quando ia em baladas quando era adolescente como um bife desfilando para apreciação e uso dos homens. E porque muitas vezes fui pega pelo pescoço forçada a beijar quem eu nunca queria, ter meu corpo sendo passado mão porque quem não tinha autorizado e sido cercada por uma roda de homens que não me deixavam sair enquanto não beijasse todos. E lá estamos nós mulheres…à mercê.

Porque quando somos pequenas, não podemos nos masturbar livremente…a maioria nem faz ou faz escondido. As famílias escondem sua nudez das crianças como se fosse algo vergonhoso, à la Eva. Não podemos ser sensuais e nos vestir para nosso prazer, porque senão estamos pedindo ou somos periguetes ou vagabundas que não se dão ao respeito…porque os pais não conversam sobre sexo, porque o sexo para eles é um tabu. E carregamos em nós essa vergonha, essa culpa e essa repressão por carregarmos em nós essa Lilith que é SEXUAL, que é SENSUAL, que é FÉRTIL, que é FÊMEA, mas que tem que ocultar….e quando não oculta e tem sua nudez revelada, perde o paraíso e é punida a viver com vergonha dos seus processos e natureza e sendo punida eternamente a parir com dor. E se parimos com dor ou artificialmente, também vivemos nosso ciclo e nossa sexualidade dessa maneira…porque a DOR, VERGONHA, CULPA, REPRESSÃO E PUNIÇÃO foi nos enfiada guela abaixo e escrita em nossos corpos como ma letra escarlate.

MAS VOCÊ NÃO É ISSO!
MAS VOCÊ NÃO É O QUE TE FALARAM!
MAS VOCÊ NÃO É FEITA DE DOR, DE VERGONHA, DE CULPA, MULHER…NÃO É…

Você é sangue, suor, gozo, prazer, fertilidade, sexualidade, sensualidade, criatividade, amor, acolhimento, abertura, vida, morte, inícios e fins, deleite, sabores, toque, sentidos e redenção…nunca mais a perdição de ninguém que não sabe lidar com você.

Já que o problema não ERA MAIS EU….decidi que eu SERIA A MINHA SOLUÇÃO.

QUE A MEU CORPO ERA MEU CAMINHO DE LIBERTAÇÃO!
QUE MEU PRAZER ERA MEU PARA USUFRUIR E USAR COMO BEM ENTENDER!
QUE A SEXUALIDADE ERA MINHA E QUE ERA MEU ORGULHO!
QUE MEU GOZO ERA MINHA DÁDIVA!
QUE MINHA CRIATIVIDADE ERA MINHA ALMA EM MOVIMENTO!
QUE MEUS CICLOS ERAM A CHAVE PARA MINHA REDENÇÃO!
QUE MINHA VIDA COMO MULHER ERA UMA BÊNÇÃO E NÃO UMA MALDIÇÃO!

Eu não precisava mais ficar a mercê dos outros e que eu precisava era sim ser SENHORA de mim MESMA. E que o seu olhar, suas regras, suas palavras e suas crenças não iriam mais ser as minhas e muito menos me influenciar.

Era hora de libertar a MULHER FORTE e ELA IRIA VIVER, SER, AGIR, VESTIR, COMPORTAR E SE RELACIONAR da forma que ELA BEM ENTENDE-SE, porque nos CÍRCULO DE MULHERES NOS REDIMIMOS ÀS DEUSAS E ÀS MULHERES…e elas não são mais BOAS E NEM PUTAS…

ELAS SÃO LIVRES.
ELAS SÃO MULHERES.
ELAS SÃO O QUE BEM ENTENDEREM…

E que todos os problemas que você tem com o feminino e com as mulheres É PROBLEMA SEU…e eu não vou mais viver aprisionada, porque você não sabe o que fazer comigo…

…eu vou me divertir e você não vai me impedir…ou melhor, EU NÃO VOU ME IMPEDIR MAIS DE GOZAR COM A MINHA FEMINILIDADE.

Venha você, também se LIBERTAR! REDIMIR! EMPODERAR!
Nova turma da Jornada da Heroína pelas Deusas e pelo Sagrado Feminino:
http://devishala.com.br/agosto2017-nova-turma-das-jornadas…/

Imagem: desconhecido
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