Uma das minhas maiores preocupações quando comecei a trabalhar com Espiritualidade Feminina foi separar um lugar para ambas as partes da nossa natureza, enquanto estamos aqui vivendo na dualidade dessa existência. Creio, que isso veio dos meus 16 anos já estudando, praticando, ensinando e vivendo o Yoga. Não faria sentido se fosse diferente.

Não estamos neste caminho para culpabilizar e nem punir ninguém. Nem um lado e nem o outro. Apesar de vivermos em um paradigma de dominação, que gera muitos problemas e onde as mulheres são as mais sacrificadas dentro disso tudo. Temos um problema sistêmico.

O sistema está corrompido.

As duas energias corromperam-se ao longo dos tempos. Sim, houve um tempo, não tão longe assim, onde não existia o Patriarcado. onde as sociedades eram criadas com outras bases, ao redor do conceito da Grande Mãe, onde feminino e masculino tinham sua linda dinâmica do casamento sagrado e suas funções honradas e respeitadas.

Porém, conforme uma se corrompe, a outra vai junto no processo. É como yin e yang. Um está dentro do outro. Eles se misturam. Se permeiam. Se completam. São partes da mesma unidade. Um não vive sem o outro. Lembremos: Shiva sem Shakti é shava – cadáver, inerte, vazio. Quando juntamos polaridades, celebramos a vida e nossa existência começa a fazer sentido.

Feminino e masculino precisam de cura e restauração. E o que percebi dentro dessa jornada pela Espiritualidade Feminina é que conforme vamos ressignificando o feminino o masculino vai junto no processo. E vice-e-versa. Ambos se ajudam. Já não há mais espaço para sabotar, para tentar dominar ou controlar esses processos. Eles estão acontecendo, dentro de nós, por toda a natureza e criação.

É necessário entender que quando falamos de feminino e masculino e o desejo de restitui-los a sua dimensão sagrada, estamos naturalmente incluindo as dimensões “mundanas”. Elas não estão separadas. Somos seres sagrados e o sagrado está contido em tudo – se assim resgatarmos esse senso, essa percepção e essa intenção – de tornar tudo sagrado.

É necessário também, entender que quando falamos de feminino e masculino estamos trabalhando com as energias que existem em todos os seres humanos – homens e mulheres, na natureza e na criação. De que adiantaria então, culpar o homem ou culpar a mulher, se dentro dos dois há a mesma energia corrompida que precisa de redenção?

É óbvio que as Mulheres são detentoras dos Mistérios do Sagrado Feminino, enquanto os Homens são detentores dos Mistérios do Sagrado Masculino, mas isso não exclui a polaridade e a dança da dualidade. Ela continua ali – ressoando, misturando-se e permeando o todo.

Todos nós somos vítimas e abusadores neste paradigma patriarcal. O patriarcado faz mal para todos – mulheres e homens. E novamente, não estou tentando tirar da reta a responsabilidade que cada um tem, mas culpabilizar, só irá nos manter atados ao círculo interminável de punições sem fim, sem verdadeira conscientização de responsabilidade das partes para o todo. Todos nós precisamos desconstruir e cortar o mal pela raízes de todas as ervas daninhas que vem corroendo a nossa alma que quer amor, união, igualidade e parceria. A nossa natureza é muito maior do que todas as falhas do sistema.

É hora de trabalhar os opostos. Em mulheres e homens. Na natureza ao nosso redor, na sociedade, humanidade e dentro de nós. Não é mais para criarmos barreiras e trincheiras para ficarmos vivendo uma guerra sem fim. É hora de criarmos pontes entre feminino e masculino, entre seres humanos, entre os humanos e a natureza e o todo com a consciência universal.

Precisamos caminhar um na direção do outro, para depois reaprendermos a caminharmos juntos. Porque juntos, somos realmente mais fortes.

Todos nós QUEREMOS PERTENCER. E quando achamos nosso lugar, ajudamos o outro a encontrar SEU PRÓPRIO LUGAR.

O primeiro passo, é dado em direção ao Sagrado Feminino e as Deusas, para que depois de curar-se, integrar-se, libertar, fortalecer e integrar essas energias possa caminhar em direção ao Sagrado Masculino e aos Deuses, e por fim, integrar-se em si mesma.

Se desejar, juntar-se a mim, para te acompanhar e guiar nesta primeira etapa, venha, que são as duas últimas semanas para se juntar a Jornada 1 – Jornada da Heroína pelas Deusas e pelo Sagrado Feminino.

http://devishala.com.br/agosto2017-nova-turma-das-jornadas…/

Imagem: desconhecido
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