Seu útero é sagrado!

Na tradição taoísta, o útero é chamado de palácio celestial e para a mulher pode ser a porta para o paraíso ou para o inferno. Na tradição chinesa, é chamado de “O mar de sangue”, “A câmara de sangue”, “O palácio protegido” ou “O palácio celestial”. O útero é a parte principal do corpo da mulher, na qual as emoções negativas tendem a se concentrar e ficar armazenadas durante anos, prejudicando todo o organismo. (Piontek, Maitreyi. 1998)

Hoje, quando pergunto às mulheres se já pararam algum minuto de suas vidas e sentiram os seus úteros, muitas me olham com choque ou até certo divertimento. Àquelas que já foram mães e passaram pela experiência do parto normal ou natural, essas sim, sentiram seus úteros em sua totalidade. Às que nunca passaram por essa experiência, talvez nunca tenha ouvido seus úteros. O pior, é que para muitas, só vão descobrir o quanto seu útero é triste e infeliz quando algo ‘físico’ se mostra. Muitas mulheres só vão descobrir que algo errado vem acontecendo com seu útero e sua feminilidade quando descobrem um mioma, um câncer, uma endometriose ou até mesmo os males do mundo moderno: infertilidade e cessamento da menstruação.

Primeiro, precisa-se reconhecer o fato que o útero é um órgão de grande sensibilidade. E, como Maitreyi sabiamente aponta em “Desvendando o Poder Oculto da Sexualidade Feminina”, a sensualidade é a condição natural do útero, que pode ser um lugar de grande aconchego e segurança. Mas, se não estiver bem, vibrando com vida, pode ser uma ameaça para as mulheres. Podemos nos desconectar dele e, inconscientemente, fazer o possível para não entrarmos em contato e silenciá-lo. Nesse nível baixo de energia, o útero se torna um vácuo para o coletivo, absorvendo o negativo como uma esponja. Fica completamente carregado com todos os tipos de sensações e emoções desagradáveis e indefinidas. Depois, precisa-se criar um espaço, um momento para se sentar e então, sentir seu útero. Entrar em contato com a história impregnada em cada célula. E, acima de tudo, procurar entender todos os sintomas já vividos, principalmente em sua sexualidade. Sejam eles novos ou antigos. Acima de tudo, acolhendo-se e perdoando-se, promovendo assim a verdadeira cura, que vem da reconciliação da mulher com esse lugar tão importante e especial e com sua feminilidade sagrada.

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Meditação Ventre Sagrado

Escolha um lugar onde possa ficar tranquila sem ser interrompida. Coloque a sua frente uma imagem que simbolize o feminino, flores e frutas, uma cumbuca que simbolize o seu útero cheia de água e acenda uma vela da cor que desejar.

Deixe sua coluna ereta e faça algumas respirações para se centrar e interiorizar. Depois, direcione a respiração para seu útero. Sinta, visualize ou imagine que está inspirando pela vagina. Inspirando energia violeta da Mãe Terra que penetra seu útero, purificando-o. Ao expirar, visualize que toda negatividade, mágoas, experiências desagradáveis ou qualquer violência que tenha sido infringida sexualmente, emocionalmente ou fisicamente sai pela útero e vagina, limpando-o. Faça isso pelo tempo que sentir necessário. Esteja consciente. Deixe tudo sair.

Quando sentir que terminou, comece a visualizar que inspira o amor da Mãe Terra e expira amor à Mãe Terra, conectando seu ventre ao ventre primordial. Agradecendo e ofertando seu amor à ela e assim a todos os ventres e mulheres.

Sinta o amor e a benção da Mãe e do Feminino Sagrado preenchendo completamente seu ventre e expandindo-se em raios luminosos por todo seu corpo. Quando sentir-se completamente envolta nesta energia, coloque as mãos sobre o ventre e agradeça!

Se puder, deixe a vela queimar até o final e entregue a água alguma planta, abençoando a Terra em agradecimento! Alimente-se das frutas e deixe-se um tempo “curtir” essa experiência. Talvez, você tenha vontade de desenhar o que “viu”  e sentiu ou até mesmo cantar e dançar. Deixe seu ventre se expressar sempre que sentir que deve!

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ATENÇÃO: A reprodução parcial ou total deste texto é protegida por LEI.

Para usar este texto entre em contato com a autora.

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