Corremos…corremos…corremos. Nos habituamos a estarmos sempre ocupadas e até a sentir prazer e realização, por estar ocupada. Dizer que está sem tempo. Que há muitas coisas para serem feitas. Nos habituamos a estar o tempo todo no modo – FAZER.

Somos fazedoras. Estamos sempre fazendo. Estamos sempre ocupadas, seja nossas mãos, os nossos corações, a mente, então, nem se fala. É uma sobrecarga de coisas a fazer. De checklist a completar. De prazos a cumprir. Obrigações a responder e terminar. Fazer. Fazer. Fazer. Nos orgulhamos de ser uma sociedade de fazedores. Incentivamos o fazer. Louvamos os fazedores. Recompensamos quem fazer. Pessoas de atitude…pró-ativas!

Sempre direcionadas para fora. Sempre realizando algo no exterior. Sempre em movimento. Sempre ocupadas. Sempre procurando o que fazer. Sempre com estímulos. Sempre com muitas demandas…sempre fazendo e fazendo sempre.

Afinal, o lema é NO PAIN NO GAIN. Não?! Porque o fazer leva o motor do carro ao seu limite…e bem, uma hora pifa!

Desaprendemos a parar. A puxar o freio de mão e estacionar para apreciar a vista. Conversar com quem está ao seu lado. Viver encontros ao acaso. Inspirar profundamente o momento presente. Largar o que se segura nas duas mãos, ou em outras duas imaginárias. Abrir espaço no coração, desacelerar a busca desenfreada por um parceiro a qualquer custo. Abrir mão de uma agenda lotada para uma presença lotada de si mesma, mais vezes, em mais momentos do dia. De esvaziar-se das redes sociais, da busca por likes e seguidores, da conta por corações voadores no instagram. Por momentos mais orgânicos e menos ensaiados, para aparecer melhor na foto, para mostrar que você está fazendo algo – não importa se importante, relevando ou verdadeiro. De desacelerar na vida, que andamos atropelando. De simplesmente puxar o freio de mão, e valorizar os momentos em que simplesmente contemplamos a vida – sem agenda, sem compromissos, sem wifi, sem ruídos, sem avisos de notificações.

A natureza toda sabe que parar é tão vital quando o andar. Que o descanso é tão importante quando a ação. Que a pausa é tão necessário quanto o movimento. Que a Lua Nova é contraparte da Cheia e que nenhum Verão se faz sem ter vivido plenamente o Inverno.

Há muita sabedoria em puxar o freio de mão…e sair do carro, sentar na calçada e dar-se um tempo. E perceber o quanto recebemos e lucramos com a ativação de um outro modo – Ser.

No Módulo 5 do Curso Online – Programa A Mulher Cíclica, investigaremos com profundidade a sabedoria da Lua Nova, da pausa, do vazio e do que podemos receber e cultivar nesses momentos.

Ainda dá tempo. Inscrições encerram-se nesta sexta-feira.
Sejam bem-vindas…a parar e a andar com a gente.

http://devishala.com.br/cursos/

Imagem: White Flamethorn
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