A MULHER DE ÁGUA

O corpo interno e a força dos sentimentos e das emoções em todas as suas tonalidades. Um imerso arco-íris interior de possibilidades. A expressão daquilo que se sente, daquilo que transborda e também daquilo que esvazia. O universo interior da mulher é altamente aquoso por a água ser altamente feminina. A água é nossa conexão com o profundo feminino, com a escuridão do ventre e da experiência que nos liga com todas as mulheres. A água nos liga emocionalmente através da memória com todas as mulheres e através delas aprendemos a fluir pelos diversos aprendizados que ela nos trás. Aprender a sentir e a acolher as diversas nuances dessas expressão que pode ser pacífica e fluída, como pode ser estagnada e turva, assim como pode ser explosiva e agressiva. A água pode ser um pouco de tudo. Quente, palpável, escorregadia, gelada ou evaporar antes que possamos tocá-la. Assim também são todos os nossos processos internos. Uma mulher em contato com seu universo aquoso, também está em contato com as expressões deste elemento em seu próprio ciclo. Reconhecendo a riqueza de estar e ser fértil, a profundidade de estar menstruada, assim como também o tesão de sentir prazer e as dimensões do gestar, parir e amamentar. A mulher assim é uma riqueza de águas, líquidos e miríades.

A MULHER DE FOGO

O fogo é o elemento que nos conecta com a Chama Sagrada interior do nossa espírito, da nossa alma, da nossa conexão com o que há de mais sagrado em nosso interior. É através do fogo que acendemos a nossa presença interior e possibilitamos adentrar todos os espaços e cômodos deste templo sagrado que é nosso corpo habitado pela nossa alma. Esse fogo é o que anima, é o que inspira, é o que fortalece, é o que transforma, é o que transmuta, é o que queima e renova, assim como também é o que nos dá o verdadeiro Poder Pessoal. O fogo é a expressão mais pura da nossa vontade mais sincera e por onde nossa autenticidade se manifesta. O fogo acolhe. O fogo nutre. O fogo move. Assim, como o fogo também pode quase se apagar e deixar a mulher quase sem vida, por ter entregado seu poder a alguém ou a algo. No entanto, o fogo também pode estar em descontrole, tiranizando, dizimando e matando tudo que vê pela frente, e ainda achando que pode e que deve. Não! O fogo pode ser construtivo ou destrutivo….e claro, há momento para os dois. Porém, o grande aprendizado é saber lidar com essas Salamandras e respeitá-las profundamente! Pois, o fogo é nossa presença como espírito e precisamos cuidar com um olhar de vigília, sempre e todos os dias! Para que possa encontrar uma expressão saudável e equilibrada….é bom queimar! Mas, não é bom quando é autodestrutivo e massacrante.

A MULHER DE AR

O ar é a poderosa força de ligação. O elo de conexão. O meio por onde todos os elementos fluem, encontram-se e conectam-se. O ar dá movimento. O ar faz acontecer. O ar leva e trás. Assim, como também o ar é a poderosa força de expressão do universo complexo da mente. É o espaço onde pensamos, refletimos, lembramos e construímos. Mas, é lá também onde guardamos memórias, onde formam-se valores, dogmas e crenças, onde estão nossas profundas capacidades, qualificações e inteligências. Inclusive a inteligência intuitiva. Portanto, é através do ar que podemos construirmos uma nova mulher. É lá que iremos mexer com padrões e condicionamentos, é lá que iremos transformar de verdade nossas vidas. Porque o que a mente ardentemente desejar, assim também será a sua vida. Lá estão os pensamentos que vemos projetados como pessoas e experiências em nossas vidas. Se queremos mudar, precisamos mudar a forma de pensar. Portanto, pratique o famosos ORAI E VIGIAI. Porque é só quando temos consciência do que pensamos é que conseguimos atuar pela mudança. E é só através da mudança que conseguimos desenvolver a capacidade discernitiva para uma vida mais construtiva e com o uso deliberado do elemento ar para mover montanhas!

A MULHER DE TERRA

A terra. Nossa Mãe. Nosso solo sagrado. É chão! É aterramento! É firmeza! É presença! Nossa mais profunda conexão com a ancestralidade de mulheres e universal. A terra é o ventre primordial. A terra são as estações que a mulher carrega em si. A capacidade de ser donzela e primaveril. A potencialidade de ser mãe e fértil como o verão. A liberdade de ser feiticeira e junto com o outono deixar suas folhas cair e a magia da transformação acontecer. A profundidade de ser anciã e mergulhar nas profundezas do inverno interior e conhecer-se como só a menstruação é capaz de fazer por você: um mergulho profundo na escuridão e frio da terra. Junto da terra somos ancoradas em nossa própria existência e reconhecemos o corpo como um templo sagrado que precisa ser honrado, cuidado, nutrido e reverenciado. Como um microorganismo da própria Mãe Terra. Carregamos todas as paisagens da terra dentro de nós: como aliados! Por isso, entendemos e trabalhamos com as ervas, com as plantas, com as flores, com os cristais, com os animais e todos os seus seres. Porque somos parte dela e ela é parte de nós. Conforme vamos curando a terra que há em nós, vamos recriando a terra na qual vivemos. A terra é um reflexo de nosso estado interior. Então, precisamos cuidar mais de nós, não? Conectar-se com esse elemento é viver de forma mais natural, saudável e respeitosa. Por você e por todas as mulheres do clã da terra.

A MULHER E A QUINTESSÊNCIA

É a mulher com os dois pés fincados na terra. Conectadas com suas raízes na profunda escuridão do ventre acolhedor da terra e vivenciando suas estações interiores. É a mulher com o corpo como um grande canal e um elo de ligação por onde as forças da terra manifestam-se e podem viajar em direção aos céus. É a mulher com os dois braços e o olhar elevado ao céu do profundo azul estrelado, coroada pela lua e deixando-se fluir nas marés da sua magia e mistérios. Permitindo-se crescer, encher, minguar e desaparecer. É a capacidade de ser mutável e sempre nova. Porque mulher, você nunca é ou está a mesma. A mulher com os quatro elementos pulsantes, equilibrados e fortalecidos dentro de si é uma mulher que sabe do seu poder, sabe da sua responsabilidade e sabe que é soberana da sua própria existência porque tudo o que há entre o solo sagrado que caminha e o céu que a ilumina é parte pertencente da Mãe Divina e ela é sua filha.

 

Imagem: Patricia Ariel
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