Há uns bons anos atrás eu deixei de ser Doula. Passei um tempo bom da minha vida neste mundo da humanização. Fazia Educação Perinatal, Shantala, massagem em gestantes, aula de yoga para grávidas e mães e bebês, e acompanhava partos! Esse era todo o meu mundo e foi assim por um tempo. Porém, teve um momento que tive que fazer uma escolha e escolhi deixar a doulagem de lado. Ainda estou neste mundo da humanização com aulas de yoga para gestantes e curso de preparação ao parto para casais, mas, outras coisas foram entrando na minha vida.

Conforme as Jornadas de autodesenvolvimento feminino foram tomando forma na minha vida, entre outras coisas, e crescendo e expandindo-se como hoje estão, com mais e mais mulheres vindo atrás deste trabalho e mergulho interno de empoderamento em suas potências femininas, cheguei a acreditar que nunca mais iria doular na minha vida. E, foi somente depois, de fazer a Roda Arquetípica da Caroline Myss, que caiu a ficha de que isso nunca seria possível! Porque na Casa 1 dessa Mandala que representa quem Eu Sou, saiu o arquétipo da Companheira. Ou seja: a Doula – a acompanhante. Eu entendi, que uma vez doula, para sempre doula. Eu apenas tinha ampliado o meu leque de atuação.

Porque ser doula, não se restringe ao acompanhar uma grávida em sua jornada heróica à maternidade. Significa acompanhar mulheres. Instruir e educar mulheres para que elas se fortaleçam com conhecimento e sabedoria sobre este universo feminino, acompanhá-las enquanto fazem suas escolhas e quando estão prontas para darem à luz a nova mulher que está pronta para vir ao mundo, depois de um longo caminho e jornada. E não é isso que eu faço em todos os meus trabalhos? Eu estou lá à disposição das mulheres quando me buscam porque querem se conhecer, querem resgatar os Saberes Femininos, querem se curar, querem ser mais do que são, querem aprender sobre seu corpo, seus ciclos, o que é ser mulher e o que é esse feminino. Eu estou lá – vou ensinar, vou fazer pensar, vou levá-las para enfrentar suas sombras, vou chorar e rir junto, vou apoiar quando chegar ao fundo do poço das suas ilusões, vou ouvir suas dores, celebrar suas conquistas e caminhar junto durante toda sua jornada.

Estou junto com todas essas mulheres buscadoras – de si, do seu poder, da sua potência, dos seus corpos, da sua autonomia e do seu protagonismo. Estarei junta, quando chegarem ao final da jornada, e estiverem prontas para parir. Sim. Porque nós mulheres estamos o tempo todo parindo – sonhos, projetos, desejos e a nós mesmas. E é nesse momento que eu como doula irei acompanhar o nascimento dessa nova mulher. Sim, porque não tem como passar pelas Jornadas de autodesenvolvimento feminino do Devi Shala e sairem as mesmas. Impossível!

Foi aí que vi, que nunca tinha deixado de ser doula. E que hoje, trabalho com diferentes parteiras – as Deusas. Elas que são despertadas dentro de cada mulheres. Elas que fazem todo o movimento profundo de transformação. Elas que levam as mulheres para o Vale das Sombras e para o Vale das Luzes, que existem simultaneamente dentro delas. Elas que instigam, confrontam, acolhem e despertam. Elas que estão o tempo todo fazendo que as coisas aconteçam com cada mulher que se dispõe a estar em Círculo – uma ao lado da outra e uma de frente para todas. Encarando o que precisa encarar como um prisma. Nada pode ser escondido em um círculo e tudo tem potencial de ser revelado. Ali, tudo pode acontecer e tudo que acontece é sempre para o bem-mais-elevado de todas. É um prazer enorme trabalhar com as deusas. Servi-las e estar ao seu lado como companheiro e parceira. Sinto que somos um grande equipe. Que estamos aqui para servir as mulheres. Àquelas que de fato querem se responsabilizar pelo seu desenvolvimento, avanço e melhoria. Porque é um autodesenvolvimento. Ele depende inteiramente de você. Nós estamos aqui apenas como guias, companheiras, professoras e instigadoras. Mas, estamos juntas para o que der e vier.

Digo, que antes o meu trabalho era muito mais fácil. Estar à frente de um trabalho como esse de autodesenvolvimento feminino, com jornadas tão profundas e transformadoras, é realmente, bem puxado. Porque eu tenho as Deusas como “chefes” e orientadoras deste processo e eu estou passando por ele o tempo todo, várias vezes, junto com as mulheres no círculo e em minha vida pessoal. É uma imensa responsabilidade. É realmente um sacerdócio. Porque é um comprometimento e uma escolha de vida. Mas, que digo com convicção, que é a única coisa que vejo possível sendo feita. Tudo que eu aprendi e vivi nesta vida, está dentro dessas jornadas de autodesenvolvimento feminino, que hoje, entrando no seu 5o ano de vida, são 3:

  • Jornada da Heroína pelo Sagrado Feminino e pelas Deusas – Mulheres encontrando a si mesma através das deusas 
  • Jornada da Heroína pelos Saberes Femininos –Mulheres aprendendo ferramentas práticas para cuidado feminino
  • Jornada da Heroína pelo Sagrado Masculino e pelos Deuses – Mulheres encontrando sua parcela masculina e ressignificando seus relacionamentos

Eu estou nesse trabalho de corpo e alma, porque ele é uma extensão da minha vida. Tudo que eu acredito, tudo que eu estudo, tudo que eu uso e pratico, está aqui à disposição das mulheres que desejam verdadeiramente fazer um mergulho profundo, real e verdadeiro pelo Sagrado Femininos, pelas Deusas e através de si mesmas, para uma experiência e uma jornada de encontro com seu potencial feminino, com sua essência autêntica e sua verdadeira natureza feminina.

Eu estou aqui te aguardando, de portas abertas, nesta casa da Deusa (Devi Shala) que também é onde estabeleci a minha morada. Eu estou Nela e Ela está em mim.

Namaste,

Imagem: Gioia Albano
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