Hoje vou compartilhar com vocês um texto de uma das alunas que completaram a Jornada I do Devi Shala Círculo de Mulheres. Espero que eles toquem seus ventres e corações, como assim tocou o meu. De alma para alma. De mulher para mulher.

Dizem por aí que escolhemos como vamos reencarnar nesta esfera chamada terra. Acreditando ou não em reencarnação, nesta vida, sou mulher. Ser e estar, dentro de um corpo feminino é uma aventura e tanto, ele é a impermanência real, palpável e perfeita de todo o dia. Nascemos e logo aos 10, 11, 12 ou um pouco a mais de anos presenciamos o fluxo contínuo de mudanças acontecer, os seios tomam forma, a cintura e os quadris encaixam-se. Os pêlos surgem e um dia a menstruação chega. Essa nossa amiga que nos acompanhará por alguns bons anos.

Ser mulher é um prêmio, todos os meses ( e dias) temos uma oportunidade de aprender sobre o fluir continuo da mudança que escorre de nosso ventre, aprendemos sobre a morte a cada menstruar, sobre a vida a cada período fértil e, temos o poder de carregar uma vida dentro de nós, assim como, fomos carregadas por outros ventres poderosos.Somos o poder criativo constante, o gestar e gerar, o cuidar e alimentar.
Ser mulher é ser amiga da Lua, dançar com os ciclos, crescer espiralando rumo a sabedoria das estrelas anciãs. Nesta vida sou ser, embarcado no barco do feminino em águas as vezes conturbadas, possuindo o poder da cura nas mãos, da força no corpo e do amor e da sabedoria na mente, e juntas somos mais fortes.
Meninas, mulheres, guerreiras, amantes, somos um rio de possibilidades interconectado flui de nascentes formando riachos, cachoeiras e córregos. A sabedoria da impermanência vive dentro de nós, logo cedo, que não deixemos obscurecer a água da sabedoria e nem tremer a base e o limite de nossas margens. Somos belas, somos lapidadas para exprimir a beleza do mundo, e o mundo é pura manifestação divina de ordem e caos. Com nossas formas orgânicas, cada uma de nós é pura arte, puro encantamento. Somos sereias.
Ser mulher é ser agente da transformação na realidade relativa, tenhamos orgulho de, nesta vida, ser mulher, pois nesta oportunidade única de em uma única vida, operar no mundo de coração e alma. Amemos de ser, nesta vida, participantes do gênero feminino, acolhendo qualquer outro e outra que queria fazer parte disso conosco. Amemos ser, agora, mulheres, nos amando por inteiro, curando feridas e fragmentos, integrando, permitindo, equilibrando.
Ser mulher é uma dádiva.
Sê, inteira mulher, nesta vida, agora a inteireza de ser inteira.
carol lopes
Caroline Lopes é instrutora de meditação e práticas de atenção plena (mindfulness) da Assertiva Mindfulness, formada pela MTI – Mindfulness Trainings Inernational, praticante e estudante de buddha dharma, encontra nas práticas de mindfulness o refugio para a vida corrida da cidade e vê nisso um caminho de suporte para uma vida melhor e plena, já estudou Kabballah Hermética, ocultismo, Umbanda, astrologia hermética e leves pinceladas de psicologia jungiana, também já foi neófita da AMORC.
*imagem: Manisha Raju

Imagem: desconhecido
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