A observação das narrativas femininas é o que há de mais importante quando estamos assistindo e lendo as suas jornadas heróicas. Porque elas são sempre heróicas, de diversas maneiras distintas.

Eu sou fissurada por suas histórias e estórias. Suas imperfeições, como elas lidam com o universo machista, sexistas e às vezes, misógino. Como elas interagem com outras mulheres, o que elas buscam para si mesma e como constroem suas relações.

De onde elas vem e o que trazem do seu passado. O que estão construindo para si mesmas no presente e como isso afetará todos os nossos futuros.

Porque uma história não é apenas uma história. Ficção. Arte. Imaginário. Mentirinha….é verdade a partir do momento que estou lendo, vendo e trazendo para dentro de mim. As narrativas femininas importam, todas as personagens femininas importam e suas jornadas heróicas precisam ser reconhecidas e honradas.

Não vamos encontrar histórias perfeitas.
Não vamos encontrar mulheres intactas e infalíveis.
Não vamos encontrar um lugar puro e totalmente livre do patriarcado. Mas, vamos ver novas construções em cima deste paradigma, exatamente, em busca e revelações de possíveis desconstruções, questionamentos e reflexões.

A arte é nossa máxima expressão e ela vem de diversas fontes.
As criações e histórias fazem parte de nós, porque saem de nós e sempre nos tocam de maneira suave ou extremamente profundo.
A música toca os acordes das nossas almas.
As páginas dos livros nos transportam para diferentes realidades e possibilidades de nós mesmas. Através dos seus personagens, das construções das tramas, dos símbolos e da linha de pensamento que nos leva sempre a reflexões.
Através dos seriados, filmes e documentários, vemos nossas histórias tomarem formas, diálogos que gostaríamos de dizer serem ditos pelas mulheres que amamos e odiamos.
E nos reconhecemos e nos estranhamos em todas elas – em sua verdade, em sua disparidade e complexidade.

Porque somos tudo isso.

Por isso, que nos abramos para receber essas mulheres. Todas as mulheres. Não coloquemos nenhuma na marginalidade ou exclusão do nosso interior. Porque todas estão representando um aspecto e uma possibilidade de nós mesmas, tenhamos consciência ou não. Gostemos ou não.

Em cada mulher. Em cada história. Em cada personagem. Em cada narrativa, encontro pistas para construir minha própria narrativa.

Há muitas mulheres magníficas por todas as partes. Sempre existiram de alguma forma ou de outra. A mensagem delas estão sempre lá – mesmo quando não ditas.

Então…

Leia o que elas tem a dizer.
Ouça o que elas tem para falar.
Sustente suas narrativas enquanto as observa. Elas estão aqui para nos entendermos, descobrirmos e revelarmos as diversas mulheres que podemos vir a ser.

Nelas – me reconheço.
Nelas – me perco.
Nelas – me revelo.

Dê uma chance para todas elas.

Claire. Meridith. Yang. Olivia Pope. Lizzie. Emma. Bouvary. Bones. Hermione. Malévola. Anna. Merida. Lady Macbet. Morgana. Anna Karenina. Arya. Cercei. Alice. Jane Eyre. Katniss. Daenerys. Dorothy. Ophelia. Julieta. Bridget Jones. Buffy. Capitu. Macabéa. Daisy. Cathy. Lolita. Elizabeth Bennet. Lorelai. Rory. Sarah. Alicia Florrick. Lagertha. Jessica Jones. Anne. Stella Gibson. Carrie Mathison. Annalise Keating. Coco. Hester Prynne. Pagu. Madonna. Janie Crawford…e a lista é longa e continuará crescendo cada dia mais e mais…

Por quê?

Porque estamos dando uma chance para as mulheres. Suas narrativas e suas jornadas heróicas…e é através delas, que nos tornamos mais fortes, mais conscientes e mais inteiras.

Pelo menos…comigo é assim.

E para você? Quais são as mulheres que mexeram e ajudaram a construir sua história de vida?

Imagem: desconhecido
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