O feminino é um processo em construção e renovação diários. As mulheres estão sempre emprendendo jornadas de iniciação. Sejam através dos grandes ciclos da vida, sejam através dos ciclos internos. “Vida – Morte – Vida”, como coloca sabiamente Clarissa Pinkola Estés. A eterna roda de samsara que nunca para de girar. Às vezes estamos em cima mais perto do Sol, às vezes estamos mais embaixo mais próximo das profundezas da Terra. Esses são os processos e ciclos de amadurecimento.

Grandes descidas ao submundo são descritas em diversas tradições, desde os tempos remotos onde cultuavam-se Astarte, Inana até Perséfone e os tempos modernos. Milhares de mulheres menstruam. Sangram, morrem e renascem. Dia após dia. Milhares de mulheres, que escolheram não para de menstruar fazem a descida ao mundo avernal todos os meses. Entregando-se às profundezas de si mesma e todas as dores que podem advir dessa trajetória.  Assim como as deusas citadas acima, e muitas outras, a mulher tem a capacidade única de morrer em vida, todos os meses. De sangrar sem realmente “morrer”, e tal fato fascinado os antigos, quando não conseguiam explicar o que acontecia com suas mulheres, que sangravam e geravam um novo ser.Antigamente, a menstruação era reverenciada. Desde à entrega do sangue menstrual aos rituais e para prover uma colheita farta, até à simples reverência ao desconhecido e poderes místicos a ela atribuídos. Mulheres eram tido como bruxas, pelo simples fato do seu poder intuitivo e psíquico se tornar muito mais forte durante o período menstrual, pelas suas habilidade de cura, manuseio e uso de ervas, capacidade de parir ou ajudar uma mulher a dar à luz, se comunicar com os espíritos ou seres da natureza, controlar os elementos, entre muitas outras coisas.

Passear pelos campos da Sombras, pelo Vale das Sombras que habita em nós é necessário tanto para o amadurecimento quanto para a verdadeira liberdade. Como Debbie Ford dizia: “Abraçar a besta interior é a passagem para a liberdade.  É o canal para abrir uma estrada em direção a toda a nossa grandeza.

Abertura:

Hoje não há mais distâncias e nem barreiras
somente eu e você.
Vim te abraçar sombra querida.

Meio: Faça quantas vezes precisar
Vim te acolher _________________ (nome de um sentimento/pensamento/comportamento que você considera “feio” em você ou que te incomoda nos outros)
Hoje te reconheço, te aceito e te libero.

Feche com:

Por mais que doa. É a dor mais verdadeira que posso vir a sentir.
É a dor da tomada de consciência e sincera responsabilização por absolutamente tudo que existe dentro de mim.
É a mais pura ciência do estado de integridade.
Quando toco você e quando você toca a mim –
a guerra acabou e vencemos juntas!
Daqui,
as estrelas e o céu infinito nos aguardam.
Floresço….
E nada mais pode caber em mim…

 

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