Engraçado, como a deusa Amaterasu está muito próxima de mim desde o ano passado. Ela saiu como minha deusa madrinha em uma das atuais turmas do Círculo de Mulheres Devi Shala e coincidentemente, este ano será regido pelo Sol. Sim, este belo e poderoso astro! Que, maravilhosamente, na mitologia japonesa é uma deusa. Sim, uma deusa! Algo, que não é tão comum. Geralmente, nas mitologias gerais – com exceções – a lua é feminina e o sol é masculino. Mas, no Japão, o Sol é a deusa Amaterasu.

O que falar do Sol, né?! Desde que astrologicamente é nossa essência, nosso self, aquilo que nós verdadeiramente somos. Aquilo que viemos aqui na carne para ser. Assim, como também é a força, é a nutrição, é a energia, é o que nos move, é o fogo, é o poder e também nossa exposição. É nosso impulso de poder, nossa personalidade e nosso Ego – o lado ativo. A reflexão do Sol traz para: Será que estamos expressando quem nós verdadeiramente somos? Será que estamos mostrando e revelando a beleza do nosso Ser?

Porque, quando Amaterasu ficou reclusa em uma caverna, ela só saiu de lá, quando Uzume, começou a dizer que uma nova deusa do Sol estava iluminando a Terra. Indignada, Amaterasu sai da caverna e quando sai, Uzume segura um espelho que reflete a imagem da própria Amaterasu, e diz: Aqui está a deusa do Sol. E lá, ela vê quem é em todo seu esplendor. Porque o Sol é onde desejamos brilhar, nosso caminho de realização pessoal, caminho da Alma, dos passos do que pulsa mais fundo em nosso interior e mais verdadeiro, é como nós de fato somos sem máscaras e como podemos expressar então, essa singularidade única e especial.

Porém, temos que ter cuidado com o egoísmo e com o achar que eu posso tudo, que eu sou tudo, que minha palavra e vontade é suprema. O Sol pode cegar, pode queimar, pode destruir, se for usado de forma destrutiva. Porém, se usado de forma sóbria e com discernimento, conseguiremos nos colocar no mundo, sem pisar em alguém, sem impor quem eu sou, sem falar o que penso mas ferindo os outros, sem querer tudo a todo custo como uma criança grande, mimada e birrenta.

O chamado aqui, do Sol e da Deusa Amaterasu é para seguirmos o Caminho do Sol – o Caminho do Ser Interior. Para conseguirmos de uma vez por todas, sabermos quem somos e sermos quem somos, e não quem os outros querem, quem a família sonhou ou quem a sociedade tentou moldar. Porque o Sol é sempre único e solitário em seu posto, mas, ele pode conseguir conviver com outros sóis sem queimar, sem apagar, sem competir. Apenas sendo e deixando ser. Que assim seja!

” Amaterasu, 
Que eu possa ser meu Sol
Que eu possa ser quem Sou
Que eu possa ser a radiância e verdade do meu Ser
Sendo, Vivendo e Manifestando minha Alma
com calma, com serenidade e maturidade.
Que assim seja!”

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