A energia da Lua Cheia é a energia do encontro dos opostos. Onde o Sol beija a Lua. Onde a Lua recebe a luz do Sol. Onde feminino e masculino se encontram. Cada um trazendo ao outro aquilo que o faz único e especial, para criarem juntos um momento de pura beleza, expansão divina e plenitude.

A Lua Cheia é onde vemos a perfeição que é o casamento alquímico. Que o o yin e o yang fundindo-se, derretendo-se e encontrando-se em um ato de amor. Em um ato de entrega. Em um ato de dispor-se para o outro e adentrar o universo do outro.

O feminino sagrado e os reinos lunares vem sendo restaurado na Terra já há tempos. Não é de hoje, é de ontem e é das mulheres – um levante individual e coletivo. O feminino sagrado vem sendo despertado. Uma consciência singular de resgate dos saberes da terra, dos ciclos lunares e femininos, da intuição, imaginação e inspiração, da criatividade e fertilidade, das deusas e das suas medicinas que vem ganhando cada dia mais e mais força através de diversos movimentos, desde a ecologia, o feminismo, a aromaterapia, astrologia até o humanismo e igualitarismo. Abrange o ser como um todo. O ser integrado e suas interrelações.

O masculino sagrado e os reinos solares, através da consciência e dos véus que vão sendo levantados pelo feminino, reassumindo seu lugar de direito, vem recebendo espaço para também conseguir re-lembrar. De onde veio, suas origens, suas matrizes, suas jornadas, suas funções e suas verdadeiras substâncias. Vai despindo-se de toda a construção patriarcal para perceber o quanto foram condicionados a viverem de forma tão distante da sua verdadeira natureza. Shiva sem shakti é cadáver, é inerte, é nada. Conforme shakti caminha na direção de shiva, do masculino, este começa a despertar, começa a ter vida, começa a acordar para uma nova realidade. Que vem sendo pavimentada por outros valores, novos paradigmas e novas estruturas. Um de parceria. Um de compartilhamento. Um de interrelações e cocriações.

Ao olharmos para a Lua Cheia vemos que cada um de nós temos os nossos lugares. Que não precisamos roubar, submeter ou oprimir o outro para ter sua Luz. Mas, que ao juntarmos nossas luzes elas se tornam mais fortes. Que ao juntarmos nossas forças somos maiores. Que ao nos encontrarmos verdadeiramente e nos abrirmos para receber o que o outro tem a oferecer, criamos verdadeiros laços duradouros nessa terra. Que restauram nossos papéis, que nos resgatam o senso de pertencimento e o sentido maior de tudo isso. O nosso encontro é inevitável. E não será mais para duelar, será para dançar. Não será mais para fazer guerra, será para fazer amor. Não será mais para lugar, será para celebrar. Não será mais para dominar, será para partilhar. Não será mais para violentar, será para acalentar. Não será mais para distanciar, será para aproximar.

Quando o feminino e o masculino realmente estiverem em suas funções mais sagradas e elevadas, o mundo todo irá mudar. Porque será o encontro que desde os primórdios se espera, será o casamento alquímico que cessará toda a separação. Será o momento onde re-lembraremos que nossa essência é de união e que nunca de verdade estivemos separados, apenas vivendo em dor pela ilusão da separação.

Você topa vir na minha direção?
Você me permiti que eu vá na sua?

A Jornada 1 da Heroína pelas Deusas e pelo Sagrado Feminino são os primeiros passos que damos em direção feminino. A Jornada 2 da Heroína pelos Saberes Femininos são os passos seguintes que damos já caminhando com o sagrado feminino. A Jornada 3 da Heroína pelos Deuses e pelo Sagrado Masculino são os passos finais que damos em direção ao masculino e ao tão esperado encontro e integração.

Você topa dar os primeiros passos comigo?
http://devishala.com.br/agosto2017-nova-turma-das-jornadas…/

Imagem: desconhecido
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