“Eu sou a semente mergulhada na Terra.
Pura de potencial. Cheia de vida e possibilidades.
Eu sou o broto da vida que renasce.
Jovem e imaculada.
Trago em mim um novo caminho e desejo por descobertas.
Eu sou o sangue da Terra.
Eu sou o néctar das Frutas.
Eu sou o correr dos rios.
Eu sou o leite que alimenta.
Eu sou o eterno jorrar da fonte da sabedoria.
Eu sou o sangue sagrado que escorre pelas suas pernas até a última gota.
Eu sou a árvore madura.
Revelo-me em plenitude, revelo-me mulher, revelo-me em realizações de sonhos. Sou todos os frutos. Sou toda beleza.
Eu sou o potencial de criar novas vidas.
Eu sou o vaso sagrado que carrega um novo ser
e a passagem sagrada por onde este chega ao mundo.
Eu sou a passagem para vida e a própria morte.
Eu sou a árvore ressecada.
Deixo ir flores, folhas e desintegro-me na Terra.
Minha pequena morte tornará-se o adubo para colheitas futuras.
Eu sou o fim de tudo.
O abismo escuro e sem fim,
onde caio sem tocar o chão.
Passo por círculos e mais círculos da minha própria vida,
por imagens das minhas incontáveis histórias.
Aos poucos, deixando de ser pensamentos, palavras, formas, nomes e personagens.
Volto no nada a ser o Tudo mais uma vez.

Assim, sou anciã. Sou menina. Sou mulher.
Sou o eterno ciclo de vida-morte-vida.
Sou a força da Sheela-na-Gig,
protegendo-me e guiando-me pelos portais iniciátios,
desde ontem e para todo sempre!”

 

Imagem: desconhecido
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