A presença e o número de mulheres em qualquer trabalho terapêutico ou espiritual é sempre muito maior do que de homens. As mulheres estão em um movimento muito grande de buscar…

A busca é por muitas razões diferentes e o propósito é sempre variado e muito particular. Em outros pontos, há muitas questões universais e comuns para o campo das mulheres como um todo.

Os movimentos são muitos e já começaram a muito tempo, muitos antes do feminismo como conhecemos, muitos antes do Sagrado Feminino como vemos hoje ou mais atuais de empoderamento.

Porém, mesmo depois de passar por muitos processos terapêuticos, ter experimentado de tudo, usado de tudo, praticado de tudo…passado por diversos caminhos espirituais, mesmo assim, muitas mulheres ainda se frustram e desistem de continuar, porque se vem “não curadas” daquilo que as motivou a busca em primeiro lugar.

Primeiro, precisamos ter em mente, que quando estamos buscando um processo de cura, temos que ressignificar o que é cura. Porque temos em mente a visão patriarcal de que a cura é ausência de algo. E ficamos esperando fórmulas mágicas e que a tal doença ou sintoma, desapareça, e muitas vezes, a sua cura, não é essa.

Isso nos leva ao segundo passo, que são nossas prioridades. Isso é uma das coisas que mais me fascinou quando comecei a estudar e trabalhar como terapeuta de BodyTalk. Ver, que nossas agendas e vontades, muitas vezes, não condizem com as PRIORIDADES da Sabedoria Inata Feminina do nosso corpo. Isso quer dizer, que enquanto quisermos controlar e querer que nossa cura seja assim ou assado, não estamos abrindo espaço para que ela revele o caminho ideal para nós de cura e a forma como ela deseja ser curada. Que é única para cada um.

Terceiro, que a cura precisa acontecer em todos os níveis. Não dá para ser apenas em um nível só e sequer achar, que estamos isolados. Trabalhando apenas com uma parte, sem ver a interrelação dela com o todo, de que tudo nos afeta e nos afetamos o todo. E que tem muitas coisas entrelaçadas dando contexto muito mais amplo do que apenas um diagnóstico limitado.

Quarto, é extremamente importante, é sabermos que em nós, vivem todas as nossas ancestrais. Estamos entrelaçadas com todas elas. Em nós, está a história de todas as mulheres. E, uma grande parte do processo de cura, muitas vezes, é trabalhar com nossas ancestrais, como vemos nas Constelações Familiares e Sistêmicas, e também no BodyTalk, que é desentrelaçando essas histórias, revelando contextos e influências que vem dessa linhagem que está atrás de nós. E acima de tudo, honrar o movimento e esforço que todas elas fizeram para estarmos aqui hoje.

Quinto, muitas vezes, nós não damos permissão para a cura. E essa permissão às vezes, precisa ser dada em algum nível, desde o mais denso ao mais sutil. Porque, podemos estar motivadas à cura, mas muitas vezes, em algum nível, sabotamos o processo ou algo interfere. E isso precisa ser investigado.

Dessa forma, podemos começar a ver nossos processos e buscas de uma forma muito mais ampla! Passei esses 4 últimos dias, monitorando o Fundamentos do BodyTalk, de um outro lugar, com um olhar que quem se certificou e como aprendemos, como ampliamos e como os véus e máscaras caem. Essa forma de sistema dinâmico, quântico e integrativo de se abordar o ser humano é realmente fantástico e realmente EMPODERADOR. Porque a palavra EMPODERAR, nunca caiu tão bem e ressoa com CURA como antes.

Fecho com as palavras do Swami Dayananda:
Nós somos o problema, mas nós somos a solução.

BodyTalk é vida!
Saiba mais: http://devishala.com.br/bodytalk/

Imagem: desconhecido
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