Empoderamento feminino não é uma palavra mágica e muito menos algo que acontece em uma oficina, um curso rápido ou em um instante. É algo que precisa ser trabalhado e construído diariamente. Será preciso acessar seu lado mais feio, sua sombra e tudo aquilo que você nunca quis ver, saber ou havia deixado de lado. E, vai demandar muita atenção da nossa parte, muita vontade focada, paciência, presença e perseverança. Laura Gutman tem uma frase que se encaixa muito bem aqui: as pessoas que tem mais urgência são as que menos estão dispostas a olhar em seu interior e as que mais clamam por soluções mágicas.

E esse comportamento, é um comportamento que repetimos dentro da cultura patriarcal: ficar pedindo. Agimos o tempo todo como pedintes, esperando que alguém resolva algo por nós, isso também revela muito da nossa criança carente e infantil dentro de nós. Para tal, super sugiro a leitura reveladora do O poder do Discurso Materno, da Laura Gutman. Mas, voltando à temática polêmica desses termos que estão batidos e gerando até desconforto em algumas pessoas que são os que estou discutindo.

O Sagrado Feminino, os Círculos de Mulheres e os chamados de Empoderamento Feminino não são saídas mágicas e nem oferecem pílulas mágicas, mas sim, caminhos, ferramentas e formas de construirmos nossas jornadas heróicas como mulheres, nossas biografias e reconstruirmos nossas histórias pautadas em construções sólidas, em encontros verdadeiros e reveladores com a gente mesma e transformações constantes, dia após dia, pelo tempo que for necessário.

Por isso, que tenho um trabalho de círculo de mulheres de 3 espirais, que demanda anos de compromisso das mulheres, nem todas seguem adiante, mas aquelas que seguem estão comprometidas consigo mesmas. E para aquelas que vem se atender comigo, sempre deixo claro, que é um trabalho que leva tempo e era demandar da mulher seu comprometimento com ela mesma, porque a cura sempre vem dela. Nós, que estamos a frente de um trabalho, estamos apenas orientando, instruindo, pesquisando e muitas vezes, indicando para onde se olhar, se sentir e ir…porém, a mulher é que fará suas descobertas, experenciará revelações e realizará suas transformações. Eu continuo apenas no papel de doula – acompanhando a gestação e parto dessas novas mulheres e trabalhando com a educação dos saberes femininos que há tantos tempos ficaram esquecidos por nós.

E como mulher, continuo seguindo na minha jornada pessoal e intransferível, que fica ainda mais hard por estar conduzindo e focando energia nesses trabalhos. Mas, é meu caminho e é nele que aprendo tudo que compartilho com as mulheres.

Que assim seja,
Namaste!

Imagem: eventbrite
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