Eu estou realmente muito sensibilizada com esse outubro rosa. Muito mais do que uma data, é uma lembrança constante das feridas que o feminino e as mulheres carregam em si. E mais simbólico ainda, ser neste espaço entre o coração, em um dos órgãos que carregam os arquétipos da Lua e da Vênus e também fortes conflitos entre diferentes aspectos do feminino em nossa sociedade: maternal x sensual. Aqui, mergulhamos na consciência saudável dos seios que são veículos de prazer, de sensualidade, de maternidade, fertilidade e também sexualidade. Porém, um espaço entre eles, onde armazenamos nossas experiências no campos dos sentimentos, das emoções e das relações. Com que amamos, com quem cuidamos e com a gente mesma. Ali, podemos acabar acumulando emoções não sintetizadas ou processadas, que podem tornar-se mágoas, dores profundas e feridas expostas que nunca cicatrizam. Ali, no centro do nosso peito é onde estamos mais expostas. É onde vemos uma realidade nua e crua. É neste espaço – do coração e dos seios, que são símbolos de nossa feminilidade, que convido hoje você mulher, a adentrar um espaço de restauração, de autocuidado, autonutrição e cura de si mesma. Para mim, as mais profundas prevenções vem desse conhecer, comunicar-se e relacionar-se de forma sagrada, respeitosa e verdadeira com seu corpo e consigo mesma. Que essa meditação, possa ser uma jornada de abertura para ouvir o que seu corpo que dizer e adentrar o espaço de SER ACOLHIDA, SER NUTRIDA E SER AMPARADA.

Quando uma mulher se cura, todas as outras são curadas.
Todas as histórias e todas as dores das mulheres, também são nossas dores.
Quando uma mulher está ferida, todas nós também estamos.
Nós somos uma. E cada mulher IMPORTA!

Imagem: Devi Shala
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