O resgate da feminilidade

Este é um convite para re-conhecer os aspectos do feminino dentro de nós. Um convite ao poder das milhares faces do feminino dentro de cada uma de nós. Um resgate a algo anterior ao patriarcado. Anterior às noções e divisões sexistas. Um retorno a um tempo em que as mulheres vivam conectadas e usavam todo seu potencial e poderes sem restrição, com confiança e plena habilidade dos seus dons e capacidades. Um resgate aos laços que nos unem: de sangue, de poder fértil e gerador, criativo, intuitivo e empoderador.

Muito se perdeu ao longo dos anos, desde a primeira queima de sutiãs, desde que as mulheres reivindicaram seu papel de igualdade perante a sociedade ao lado dos homens. Hoje, elas ganham mais que eles, trabalham em funções que antes eram só masculinas, sustentam um lar sozinhas, casam mais tarde (ou nunca) e escolhem ter filhos depois dos 40 (ou não) quando já alcançaram sucesso profissional e fizeram tudo que a liberdade as permite fazer, em um mundo de “falsa” igualdade.

Por que falsa igualdade?

A verdade é que apesar de na sociedade as mulheres terem alcançado funções e papéis nunca antes alcançados, desde trabalhos braçais à presidência, internamente continuamos sendo mulher – fisiologicamente, e especialmente, mentalmente. Enquanto, por fora, tentamos viver de forma linear e masculina. Entrando na onda do super: super-mulher, super-mãe, super-profissional, super-amante (muitos vezes todos ao mesmo tempo se alternando), porém, acabamos ficando SUPER afastadas das nossas necessidades e ritmos femininos, porque estamos o tempo todo vivendo para fora, para o outro e dentro do que o outro acha que eu sou. Já parou para pensar o que de fato é ser mulher? Ser feminina? É muito mais do que nos dizem. É muito mais do que as regras, pré-conceitos e delimitações nos dizem para ser.

É acima de tudo encontrar o caminho que te leva para dentro e auxilia-a a ouvir sua voz interior. Recolher-se e compreender que a um pulso que pulsa dentro de você e tem uma característica única, que não é regida por gêneros (homem ou mulher), mas que é a profunda intensidade da energia feminina e que está é a sua luz e rege a sua feminilidade essencial.

A distância do feminino essencial gera os desequilíbrios essenciais

Muitos dos males que rondam as mulheres nos últimos anos são questões que englobam a forma como ela lida com sua feminilidade. A desconexão com seu útero, com seus ciclos – menstruais, hormonais e lunares -, entre muitos, a estão levando mais distante de si, mais distante de seu inerente e fortíssimo poder feminino. Ao se afastar de tudo isso, do seu corpo, da sua fragilidade (onde encontra-se também sua potencialidade) e da sua feminilidade, quase que como uma negação, mulheres sofrem de TPM, de amenorreia, desmenorreia, menopausa precoce, infertilidade, câncer, miomas…Entre muitas outras queixas, como depressão, ansiedade e pânico. Tudo isso, porque sufocamos a energia feminina dentro de nós…e ela, não gosta de ser calada. Ela precisa se expressar. Podemos fingir que não ouvimos a nossa intuição ou calá-la por um tempo, mas um dia ela se fará ser ouvida. Por uma doença, por uma vontade maluca de mudar tudo em nossa vida ou por uma explosão ou simplesmente pela lembrança de quem somos – mulheres e deusas (devi na tradição indiana).

Então, volta-se a recordação de quem verdadeiramente somos. De que a mulher deve ser não apenas super forte e super bem sucedida em todas as áreas da sua vida, mas também deve encontrar tempo para se recolher quando o corpo menstrua e avisa que precisa se recolher, que precisa diminuir o ritmo, que há a necessidade de um olhar para dentro, ouvir e acolher. Assim, como também precisa se embelezar – interiormente e externamente -, não apenas com belas roupas e joias, mas com tudo que a nutra mentalmente, emocionalmente e espiritualmente. Nós mulheres sempre precisamos de mais…e geralmente, abraçamos tudo, com certa dificuldade de dizer não, talvez, menos de algumas coisas, seja o que precisamos.

Precisamos retornar aos braços amorosos do Sagrado Feminino que nos chama e que pede para que apenas ouçamos e nos respeitemos mais. Sem deixar que a liberdade e os direitos que foram conquistados e que hoje permitem que sejamos livres sejam perdidos, mas que possamos alçar voos muito além do que o patriarcado nos oferece. Não faço um ode ao retorno a antiga submissão e falta de vontade própria, que apagava às luzes de muitas mulheres. Talvez, nem consigamos mais ser o que um dia fomos. Faço sim, uma ode a busca pelo equilíbrio. Precisamos achar uma forma de viver no caminho do meio – nem tão masculinizadas e nem tão feminilizadas (no sentido mais negativo da palavra: vida cor de rosa, submissa e sem voz).

Integrando o feminino ao masculino e vice-e-versa

Precisamos integrar nossas faces, desejos, vontades, papeis e funções. Precisamos integrar nossos corpos, mente e alma, e acima de tudo, integrar as forças que nos guiam: masculina e feminina. Para sermos e vivermos uma vida mais saudável e mais harmoniosa. Não podemos negar o que somos. Não devemos esquecer de onde viemos. Não podemos nos esquecer que somos mulheres – menstruamos, temos um ritmo único emocional (cíclico e mutável), geramos um novo ser e muitos projetos (precisamos expressar e canalizar nossa criatividade) amamentamos ou cuidamos, educamos ou ensinamos – e ainda queremos ser amantes, profissionais, e abraçar cada vez mais sonhos e projetos, e a própria vida. Só não se esqueça, mulher divina, de abraçar-se mais e de não esquecer tanto de você. Nós somos a luz e a força do sagrado feminino no mundo, e este precisa de nós.

Precisamos aprender a construir uma ponte que liga os dois pólos opostos da vida. Assim, poderemos conviver de forma mais integrativa e respeitosa, cada um respeitando sua forma natural de funcionar e viver, sem precisar deixar de ser quem se é para chegar onde tanto deseja estar.

As formas de voltar estão no silêncio

É preciso criar momentos de assentamento, onde podemos simplesmente fechar os olhos e estabelecer conexão conosco. Respirar, meditar, centrar-se, trabalhar visualizações criativas, cantar e mantras os cantos sagrados das deusas e da vibração do sagrado feminino. É preciso agir em pról da sua própria essência. Por isso, surge cada dia mais práticas voltadas ao feminino. Para resgatar o que antes eram feitos pelas nossas ancestrais e reaprender esses antigos caminhos e sabedorias.

A hora é agora. As opções estão bem mais perto de você do que antes estava. Eu ofereço para cada mulher práticas para seus diversos momentos no ciclo, para através do Yoga ir redescobrindo sua forma e fórmula individual de ser, mantras sagrados da energia do feminino através dos arquétipos das deusas indianas, para estimular e fortalecer os poderes e energia dentro de nós. Momentos para relaxar, para meditar e para mergulhar no universo feminino, resignificando o que é ser mulher, compreendendo e harmonizando seus ciclos e hormônios para uma vida melhor!!! Algumas posturas podem ser muito benéficas para as mulheres. Se você puder fazer pelo menos essas 5 posturas que sugiro, poderá sentir uma grande mudança e estabilização na sua natureza cíclica, isto é, viver em paz e harmonia com sua natureza feminina.

Se desejar ir além, você pode praticar as aulas que preparei com uma sequência completa de yoga para as 4 fases do ciclo menstrual, para as queixas e desequilíbrios mais comuns como TPM, cólicas menstruais, fluxo intenso, inchaço, ansiedade entre outros. Basta ir até Yogaway.com e inscrever-se para praticar por 30 dias grátis. Olha só…bem fácil e você pratica na sua casa mesmo, em frente ao computador! 

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