Desde pequena eu era fascinada pelas deusas. Mas especificamente pelas egípcias. Eu procurei aprender a ler os hieróglifos sozinha (tipo, louca) e sonhava em ser arqueóloga. Porém, por trás de tudo isso estava a vontade e desejo insaciável de escavar os terrenos do meu interior. Eu estava em busca, sem saber conscientemente, de mim mesma através das deusas das antigas tradições.

Aos voltarmos nossos olhares para as deusas é como se começássemos a olhar através de um prisma interior, que nos faz olhar para diversos aspectos de nós mesmas. As Deusas são qualidades e características nossas femininas. Carregam dons esquecidos, crenças e paradigmas que foram estabelecidos pelo patriarcalismo, desafios a serem superados ea chave para fugirmos e liberarmos Elas e a nós mesmas, de prisões, rótulos e restrições impostas.

As Deusas são portas que precisamos atravessar se quisermos de fato nos conhecer.

Eu me reconheço nelas. Eu recobro a memória com elas. Eu me lembro quem sou através delas.

E isso, acontece em diversos níveis. Percebi ao longo desses anos, convivendo diariamente com as deusas que vamos acessando-as etapa por etapa (físico, mental, emocional, energético e espiritual) até que se revelem por completo e pelo tempo que forem necessárias. Assim, como também as acessamos na dualidade – luz e sombra, até conseguirmos vê-la na totalidade. Quando todas as etapas são vivenciadas, elas se integram.

A Deusa está comigo.
Eu e a Deusa somos uma.

Mas, tudo é um processo. Circular e vivenciado em espiral. Às vezes longe e às vezes tão perto. Tão dentro e tão fora. Aqui e em lugar algum.

Conduzir as Jornadas das Heroínas para mim, foi uma descoberta pessoal desses diferentes níveis das deusas, do feminino e das mulheres. Porque cada aula que eu dava da mesma deusa, me apresentava outro aspecto ou nível dela. Sempre uma surpresa!

Conduzir as Jornadas é ver mulheres voltarem para casa. De verdade! Cada encontro com uma Deusa é um encontro consigo mesma. Às vezes é como encontrar uma velha amiga, às vezes é travar guerra com uma inimiga. Às vezes é amoroso, porém às vezes é doloroso. Mas, sempre é nós nos vendo nelas e elas nos revelando quem somos.

E por mais que seja difícil, nem sempre fácil é necessário! Faz parte! Porque voltar para casa muitas vezes é recomeçar do zero. Porque as pessoas parecem estranhas, mas elas nunca deixaram de te amar e aguardar ansiosamente pelo seu retorno.

E meus olhos enchem de lágrima, porque isso é verdade de alma. As deusas nunca nos abandonaram, elas estão com a casa pronta, a mesa posta, seu quarto quentinho e prontas para fazerem uma festa, trançarem seus cabelos e compartilharem histórias como se você nunca você tivesse partido.

A Jornada da Heroína pelas Deusas e pelo Sagrado Feminino começa agora dia 26/08 e você também pode voltar para casa comigo.

Imagem: Keith Stillwagon
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