O Despertar da Curandeira Interior – Parte 1

A verdadeira saúde depende de estarmos em sintonia com a nossa alma. Este é um dos tantos famosos dizeres do Dr. Bach, que trouxe à humanidade seu sistema de Florais. Ou seja, quando a doença se torna presente em nós, é um indicativo de que alguma coisa não está em ordem ou não está em harmonia com a vontade mais profunda e verdadeira da alma. Quando perdemos esse contato, vínculo e sintonia com a alma, surge o estado de que algo está faltando, e precisamos então, aprender a desviar o olhar ao nome e sintoma e entender ao e para o quê ele está apontando. É o momento ideal para nos perguntarmos: O que eu preciso fazer que não estou fazendo? O que está doença está querendo me dizer? O que está faltando?

O primeiro degrau para a cura é saber parar e ouvir. Ouvir o que este estado está querendo dizer. E, entender, não através da lógica ou de explicações científicas, mas através da linguagem da alma. Porque a doença e seus sintomas são como um grito de pedido para o reajuste, para voltarmos a atenção a algo que era importante para nossa integridade e plenitude, e esquecemos ou nos afastamos demais da nossa alma. Portanto, é necessário ouvir e procurar entender, para que então, consigamos transmutar a doença, e abrir espaço para a cura se fazer presente. Para que a cura realmente de fato exista, é necessário a verdadeira compreensão, para então, que nós sejamos inteiros e integrados.

Portanto, o segundo degrau é tomar consciência. Primeiro eu ouço. Depois, eu tomo consciência. Seguindo da investigação atrás do entendimento e compreensão do que está acontecendo.

Uma investigação paralela acontece durante o processo da doença que é o encontro com nossa própria sombra. Com tudo que escondemos ou negamos durante toda a vida, e que encontrou uma forma de nos confrontar. A sombra tem o poder de nos derrubar e também de nos deixar doentes, mas também é ela que possui a chave da nossa cura, se estivermos dispostas a confrontá-la. Thorwald Dethlefsen e Rudige Dahlke apontam que:

Todo sintoma é um aspecto da sombra que se precipitou no corpo físico. É no sintoma que se manifesta aquilo que nos faz falta. É no sintoma que o homem vive aquilo de que não quis tomar consciência. O sintoma usa o corpo como um instrumento para fazer a pessoa tornar-se outra vez um todo. (A doença como caminho, pág. 45)

A presença da doença com seus sintomas característicos vem para nos confrontar. Como uma força imensa, porque foi ignorada por muito tempo. Vejo a doença como aquela que abre nossa caixa de Pandora interior. E nos diz: Agora quero ver você me ignorar mais uma vez? Porque se pensarmos bem, muitas vezes deixamos de fato ir até a raiz dos problemas, já que temos remédios para todos os tipos de queixas. E não investigamos dores de cabeça, certas dores, desconfortos etc. Até que vai chegar uma hora que tudo isso virá de uma forma que nos colocará contra a parede e não poderemos fazer nada a não ser olhar fundo em seus olhos e nos ver.

A doença nos torna honestos e, impiedosamente, traz à tona os abismos da alma que vínhamos tentando ocultar, diz Dethlefsen e Dahlke.

O terceiro degrau é descobrir o que andava acontecendo quando os sintomas apareceram. Voltarmos nossa atenção para observar padrões de pensamentos, atitudes, emoções que passam pela nossa mente? Porque precisamos lembrar que somos responsáveis por tudo que criamos e a doença é uma externalização de uma soma de coisas, seja consciente ou inconsciente.

O quarto degrau é tentar contextualizar o momento do surgimento e em retroativo. Estilo de vida, pensamentos, sonhos, relacionamentos etc. Para observarmos a paisagem por de trás e trabalhar a visão de águia que nos ajuda a olhar além dos sintomas e da doença. O que aconteceu? Houve alguma mudança significativa? O que eu vinha sonhando? O que eu reprimi até hoje? O que eu vinha escondendo dos demais e de mim mesma?

O quinto degrau e que considero extremamente relevante é o observar o que a doença te impede de fazer e o que ela te obriga a fazer. Hum, aqui iremos chegar bem próximo da fonte criadora da doença. É sensacional observar como nos faz parar ou incapacita-nos de atuar naquilo que muito provavelmente era inadequado à vontade da alma, e nos faz parar para, finalmente, dar-se conta do que precisamos de fato fazer.

Você está pronta para se encarar?

É a verdadeira magia você de fato responsabilizar-se por tudo que acontece em sua vida e perceber que tudo é uma manifestação do seu interior. Portanto, um passo importante para despertar a Curandeira Interior e a nossa natureza de Bruxa é responsabilidade. É realmente desejar olhar para dentro e perceber que tudo que você precisa para realmente fazer o maior e mais poderoso feitiço de todos é usar todas as possibilidades, habilidades e capacidades interiores e fazer as coisas acontecerem. Assumir as rédeas da sua própria vida e perceber que tudo que você precisa, todos os ingredientes para seu feitiço está dentro de você. Esse é o primeiro passo e é um dos mais importantes…

Depois, falaremos dos próximos degraus da nossa jornada para despertar a mulher e a curandeira interior!

Namaste

 

Imagem: desconhecido
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