O mês de março é conhecido com o mês em que contêm o Dia Internacional da Mulher, mas quero hoje ir além, para termos a oportunidade de expandirmos esse conceito, e trabalhar neste mês – e claro, em todos os demais – com uma consciência de ser um momento de Despertar Feminino.  Por isso, vamos voltar nosso olhar, primeiro, para o Solo Sagrado onde pisamos, a Terra Sagrada onde vivemos e honrar as diversas formas que a Mãe Terra chega até nós, em diversas tradições. É uma forma incrível de ancorarmos nossas energias e raízes na ancestralidade feminina, que nos conectar através do sangue, da seiva, das estações e da vida e da morte, umas com as outras. Porque tudo isso encontramos na Terra, e tudo que a Terra é, também encontramos em nós!

A MÃE TERRA

“Terra, Divina Mãe, que gera todos os seres e cria todas as coisas, cuja influência desperta, acalenta e adormece a natureza. Mãe que fornece a nutrição da vida e a protege com um abraço sustentador. Mãe amorosa que recebe o corpo do homem quando o seu espírito se afasta, chamada com razão a Grande Mãe, fonte de poder de deuses e mortais, indispensável para tudo o que nasce e morre. Senhora, Mãe, Deusa, eu A reverencio e invoco Seu sagrado nome para abençoar a minha vida, lhe agradeço pelas dádivas e por me receber no fim da minha jornada.”
Prece inglesa do século XI

Em muitas tradições ao longo dos tempos, encontramos referências à Mãe Terra, em seus mais diversos nomes. Representando a fertilidade, a maternidade e a criação, o grande ventre sagrado de onde viemos e para onde iremos retornar quando deixarmos a nossa existência atual. A Mãe Terra é aquela que deu a luz a todos os seres, inclusive deuses e deusas, e de onde toda a vida nasce e volta a morrer. Conectar-se e reconhecer a Terra como nosso mãe traz um senso de reverência aos que recebemos dela, sua nutrição e seu acolhimento. Traz um cuidado com o nosso meio-ambiente e ecossistema, pois tudo que está contido na natureza, todos seus elementos e ciclos, também estão contidos dentro de nós. Conectando-se com a fonte primeira, despertamos a sincronicidade com a natureza dentro de nós com a natureza abundante fora. As mais antigas representações da Mãe são na forma daquela que nutre e que é abundante. Por isso foi encontrado tantos símbolos de círculos e espirais, tanto nas cavernas como nas próprias imagens e estátuas das deusas. Representando o planeta terra que é circular e o aspecto circular e cíclico da vida da Terra e na Terra.

A Mãe Terra é conhecida por muitos nomes e formas como: Gaia, Gea (ou Rhea)/ Terra Mater, Pachamama, Pritivi, Mahimata, Danu, Erce (ou Erda), Mulher Aranha, Mulher Mutante,Nerthus, Haumea, Mayca Vlazna Zemlja (ou Syra Zemia), entre tantas outras. Os símbolos universais da Mãe Terra são a gruta, associado ao seu ventre, remetendo ao seu poder de nascimento e regeneração, e acolhimento. Dizia-se que era por ali que tudo veio a ser, através das crateras e grutas da Terra. Na tradição hindu, muitos templos e locais de peregrinação foram criados em grutas e cavernas, como as grandes yogins, ou representação do aspecto do feminino. Nos templos das Ilhas de Malta e Gozo eram comum o método de se deitar sobre o corpo da Mãe Terra, em buca de cura e mensagens através dos sonhos, reconexão com a sabedoria da Terra, os seres dos outros planos e com os ancestrais.

Seus símbolos

A tartaruga na tradição dos nativos americanos é a própria representação da Mãe Terra, e dentro dela podemos encontrar o grande conselho das Treze Anciãs ou Treze Matriarcas. Como dizem Jamie Sams e David Carson, no livro das Cartas Xamânicas, “É a personificação da energia das deusas e também da eterna Mãe, da qual derivam nossas vidas. Nós nascemos das entranhas da Terra e nossos corpos retornarão para seu solo quando morrermos. A Tartaruga nos alerta para a necessidade de honrar a Terra e respeitar a necessidade de dar e receber, dando para a Terra aquilo que dela recebemos. A Tartaruga possui uma carapaça similar àquela empregada há milênios pela Terra para proteger-se das profanações das quais é vítima. A proteção da Mãe Terra manifesta-se nas mudanças que ocorrem em sua superfície, nos abalos sísmicos, na atividade vulcânica, que faz surgir novas porções de terra, e nas alterações climáticas.”

Na tradição oriental a Terra é sustentada pelo casco de uma tartaruga gigante, sendo que seu corpo ficava escondido nas profundezas dos mares e sob as montanhas, sendo guardada pela deusa Nu Kwa, a Criadora primordial da humanidade.

A vaca é sagrada na Índia porque é o símbolo da Mãe Terra e de tudo que ela pode nos oferecer. Saúde, força, abundância, todos os seres vivos, a força da vida e o que nos sustenta. E ainda por cima, oferece o leite, e dele faz-se o ghee (manteiga sem gordura), os queijos, e nos faz lembrar de onde viemos e que todos os seres devem ser reverenciados, pois parte da Mãe Divina está presente neles.

A porca foi encontrada entre os achado do período neolítico, sendo a representação da Mãe Terra e seus atributos. A porca branca era uma das representações das deusas Astarte, Cerridwen, Deméter, Freyja e Marici. Muito utilizado nos cultos à Deméter, onde as leitoas eram sacrificadas para garantir uma boa colheita, sendo os rituais realizados nas crateras da terra, ou seja, na vulva da Mãe. A porca estava também associada á quarta face da Deusa, como Ceifadora.

A ursa está relacionada a muitas deusas ou a forma que as deusas ou deuses tomavam quando vinham a terra visitar os mortais. O urso está relacionado à deusa Ártemis, e um dos seus cultos duas jovens se vestiam e usam máscaras de urso, realizando sua dança para celebrá-la. Na tradição celta, Artio a deusa da vida selvagem, aparece como uma usa, assim como Artaius, Andarta e Matunos. Na tradição russa, Nivkhs é considerada como a Mãe Ursa e até mesmo na bíblia dos hebreus, há descrições de metáforas, descrevendo Deus como uma mãe ursa, que protege fervorosamente sua crias. Hosea 13:8 (KJV) “I will meet them as a bear that is bereaved of her whelps, and will rend the caul of their heart, and there will I devour them like a lion: the wild beast shall tear them.”

Seus diferentes nomes em diferentes tradições

“Gaia, Mãe de todos, fundação que sustenta o mundo, a mais antiga das divindades, a Ti eu dedico minha canção; Rainha da Terra, a Tua riqueza nutre todos os seres, que caminham, rastejam, correm, nadam ou voam. Felizes são aqueles que Te honram, pois tudo eles terão, colheitas abundantes, pastos verdes e casas repletas de boas coisas que a Tua generosidade lhes dá.”
Hino a Gaian, Homero, 2.500 a.C.

Gaia é a deusa da terra na mitologia grega, também conhecida como Gea, e Terra Mater pelos romanos. Considerada aquela que deu à luz a todas as criaturas, deuses e deusas. Gaia é a filha do Caos, quando nada existia. Seu marido era Urano, o céu. Gaia deu à luz ao mar, Pontos, e as montanhas, Oure. Além de todos os Titãs, e aos gigantes, como os Ciclopes, das Moiras, das Erínias e das Musas. Foi Cronos, um dos seus filhos, que cortou os órgãos genitais do pai, Urano e o jogou ao mar, já que Urano fazia com que Gaia não parisse os seus filhos com medo de ser destronado. Dai deu-se o nascimento de Afrodite. Era muito reverenciada por toda a Grécia, nos tempos, e também no oráculo de Delfos. Reverencie Gaia, colocando no seu altar um oferenda com cevada ou trigo em grão, moedas, folhas verdes de louro, uma vela verde ou marrom, um incenso de patchouli, um pouco de terra, pedras, um pouco de água. Tenha sempre todos os elementos presentes durante um ritual e/ou no seu altar particular ou comunitário.

“Of her I sing, the All-Mother, old and rock-hard and beautiful. Of her I sing, the nourisher, she upon whom everything feeds. Of Gaia I sing, Whoever you are, wherever you are, she feeds you, from her sacred treasury of life. Bountiful harvests, beautiful children, the fullness of life: these are her gifts. Praise her.”
Homeric hymn to Gaia

Nerthus, que literalmente significa “força”, foi reverenciada por todo o período neolítico, sendo umas das principais divindades arcaicas dos povos nórdicos, a grande Mãe Terra. Era reverenciada tanto pelo seu poder Nutridor e Criador, como seu poder Destruidor, pelos terremotos, vulcões, tempestades e destruição que podia abater sobre a Terra. Também era conhecida como Fjorgyn, Jord, Hlodyn e Hertha. Era filha de Nott, a noite e de Anar, a água. Personificação da Terra, primavera, aquela terra ainda não-cultivada. Era cultuada nos altos das montanhas e colinas. Guardiã do sagrado caldeirão do renascimento, também protetora do lar, da lareira e da ancestralidade da terra. Considerada uma dos Vanir. Era reverenciada também na véspera do solstício de inverno ao redor de uma grande fogueira ou nas lareiras, na noite da mãe chamado de Modranicht ou Modersnatt. Onde as famílias e as tribos se reuniam para agradecer todas as bênçãos e dádivas recebidas da Terra.

Erce ou Erda era a Mãe Terra propriamente dita, também cultuada entre os povos nórdicos, simbolizando a fertilidade e a abundância, aquela que mantêm e oferece o sustento que os seres humanos precisos, mãe de tudo que há no Universo. Representação feminina da Roda do Ano ou das mudanças das estações. Era dito que vivia perto das raízes de Yggdrasil, a árvore do vasto mundo. Era reverenciada como uma deusa tríplice e seu nome era invocado para trazer fartura nas colheitas, assim como também nos plantios, colheitas, mudanças de estações e nos momentos de transição da vida humana, visto que a Mãe Terra é detentora tantos dos inícios quanto dos fins, tanto da vida quanto da morte.

“Erce, Erce, Erce, mother of earth, Hail to thee, Erce, mother of men.
Mother Earth, be fruiftul now, be filled with food, for your children´s use.”
Second Merseburg Charm, England

“Erce, Erce, Erce, Mãe da Terra, que o deus eterno e todo poderoso lhe confira força crescente, campos desabrochando e florescendo, ricas colheitas de grãos e todas as riquezas da terra.”
Versão pós-cristianismo da mesma invocação

Os navajo vêm a terra e o processo da natureza como a Mulher Mutante dentro da tradição nativo americana é aquela que primeiro andando pela Terra. Seu nome quer dizer “aquela que se autorrenova”. Também é conhecida como Estsanatlehi, deusa da fertilidade, dos grãos, da abundância e nutrição, representando o solo e/ou ventre sempre fértil e em plena transformação, assim como os ciclos e as estações. É uma deusa tríplice que em momentos aparece como donzela na primavera, como amante/ mãe no verão e como anciã no outono e inverno. É aquela que cria os seres a partir do barro e da pele dos seus seios. Seus símbolos são os arcos, os arco-íris e as montanhas.

“I am beautiful, I am indeed beautiful:
I am the spirit of the earth itself.

I am beautiful, I am indeed beautiful:
The earth´s strength is my strength.

I am beautiful, I am indeed beautiful:
The earth´s thoughts are my thoughts.

I am beautiful, I am indeed beautiful:
All that the earth is, all that is everywhere, Iam.

I am beautiful, I am indeed beautiful.”
Navaho chant of Changing Woman

Danu, também conhecida como Dana, Dianann, Danand, Danann, Anu, Ann ou Anna, é considerada a grande Mãe Primordial, que deu á luz a todos os seres humanos, elementos e divindades, como Dagda (prosperidade), Dian Cecht (cura), Ogma (poesia), Goibniu (trabalho com metais), Luchta (artesanato), Airmid (cura), entre outros. Seu nome, significa literalmente “fluir depressa”. E engloba a força ancestral da Terra, fertilidade, nascimento e morte, presente na natureza, elementos e todos os seres. É a grande mãe irlandesa, e muitos nomes de rios vieram da raíz do seu nome, como o Danúbio, Donets, Dnieper, Don, assim como nome de locais, como Dinamarca, e de outras deusas, como Rhiannon, Annis, Morgana, Danae e Diana, só para citar algumas.

Um poema irlandês descreve da seguinte forma a Deusa Danu:

“Ela é um rio, cujo sangue impregna a terra e sua voz se ouve no murmúrio da fonte,
sussurrando mistérios. Ela troca a morte pela vida, pois nos seus braços carrega todos os seres,
levando-os para o ventre da terra.”

É tida como a mais sábia de toda e aquela que concede a prosperidade e conhecimento aos que a cultuam e reverenciam. Mirella Faur aponta que, “Seu lugar sagrado, no Condado de Kerry, chamado Paps of Anu, reproduz na forma de duas colinas, seus fartos seios, cujos mamilos são formados por cairns, os antigos amontoados de pedras que foram levadas e deixadas pelos peregrinos ao longo dos tempos, em sinal de reverência e gratidão para a Deusa.”

“No início, havia o Vazio, a vastidão do Nada, a supremacia da criatividade não diferenciada. Do Vazio nasceu o Caos, da união entre o Vazio e o Caos originou-se Ana, a grande criadora. Sonhadora e tecelã dos mundos, em cujo ventre fértil resplandeceram estrelas e planetas. Da união entre o Sonho e o Sol foram criados a Mãe Terra, o Oceano e o Pai Céu, os ancestrais primevos. Do encontro entre o Céu e a Terra resultaram os Seres Brilhantes, os Dakinis e os Dakas, que trouxeram a luz ao mundo. E do Ventre de Ana, tocado pela luz das Plêiades, nasceram os Tuatha de Danann, o povo da Deusa Danu.”
Kathy Jones, “The Wheel of Ana”

O povo de Danu, após uma longa e pacífica existência, foram derrotados pela quinta raça, os Milesianos, percursores dos Celtas. Assim sendo, os Tuatha de Danann, foram obrigados a se retirar para o interior das colinas sagradas, sendo assim, passaram a serem chamados de O Povo das Colinas, e recebiam oferendas, rituais e agrados. Com o passar do tempo, passaram a serem chamados de Os bons vizinhos, Os Nobres ou O Povo das Fadas, por serem considerados seres sobrenaturais que habitam as colinas e os vales. Dizem-se que o povo da Danu surgiu do céu, das quatro direções durante a celebração do Beltane, e eram um povo de muita luz e bondade, conceitos espirituais elevadíssimos, praticavam a magia, ensinavam a arte, musica, poesia, praticavam a cura e disseminavam conhecimentos elevados de inspiração e sabedoria.

Prithivi Devi, literalmente quer dizer, “aquela que se esparge”. Está relacionado ao elemento terra e sua essência, aquela que a tudo sustenta. Ela também é conhecida como Dhra, Dharti, Dhrithri, Bhumi, Bhudevi ou Bhuma Devi, É uma das duas esposas de Vishnu, sendo outra forma e/ou aspecto de Lakshmi. Como Prithivi Mata, ela é a consorte de Dyaus Pita, o pai céu. É a mãe de Indra e Agni. Algumas histórias dizem que Indra matou seu pai, e que a mãe o aplaudiu pelo feito e se casou com ele.

“May earth, goddess of all creation,
mother of all that is and will be,
may she give us a great land.

May earth, with her mountains and plains,
her slopes and her peaks, may she open
herself to our needs.

May earth, with her rivers and waters,
may she give us enough to drink.
May she pour herself upon us.”
Hindu hymn to goddess earth, Atharva Veda

Pachamama Mãe Terra cultuada pelos incas, e nos dias atuais na Bolívia, Peru, Equador e Argentina. Representa o poder de nutrição, fertilidade, abundância e os atributos do tempo e do universo, como Pacha. Honrada como a mãe das montanhas e dos homens, senhora dos frutos e rebanhos, guardiã contra as pragas e as geadas, protetora das viagens e caças, padroeira da agricultura e tecelagem. Assim como todas as deusas, representa tanto os aspectos benéficos quanto vingativos, contra os que danificam, prejudicam ou ofendam a Natureza e seus filhos, e elementos, este lado negro de Pacha Mama diziam-se que se revelava na forma de um dragão. Por isso ela deveria ser sempre reverenciada e por isso, uma oferenda era sempre oferecida para ela. Assim como agradecida, por toda as conquistas, bem-aventuras e bênçãos recebidas pela proteção, nutrição e abundância que a mãe terra conferia a todos os seus filhos.

“Somos seus filhos, Mãe, ouça nossa prece, Mãe
Nós que viemos para este mundo, Mãe, pelo teu útero, Mãe,
Hoje nós lutamos e destruímos você.
Por favor, Mãe, queremos viver em harmonia.
Ajude-nos a compreender e cuidar de você.
Por favor, Mãe, ajude-nos a viver em harmonia.
Ouça nossa prece, Pacha Mama.
Ajude-nos a aprender como agradecer e amar você.”
Canto para Pacha Mama.

Haumea É a Mãe Terra, ancestral do Havaí. Seu nome é formado por hau, que significa “dirigente” e mea, “a terra vermelha”. Mas, também era conhecida por muitos outros nomes, como Papa, Lailai, Casa da terra ardente, entre outros. Era tida como uma deusa tríplice, pois ora se mostrada como jovem e bela, outras vezes como mãe, pois era tido como aquela que presidia os nascimentos sagrados e os partos, e também como anciã. Às vezes era filha, às vezes avó, em outras amante, em outras neta. Era aquela que se metamorfoseava sempre que quisesse, daí seu título de “A deusa das metamorfoses” e “a deusa com milhares de formas”. Acreditava-se que o povo havaiano havia nascido de partes distintas do corpo de Haumea, assim como a sua filha Pele, a deusa do vulcão, que era o oposto da mãe, sempre muito explosiva, vingativa e furiosa, mas que assim como a mãe, também era tida com a capacidade de se transformar no que quisesse, para seduzir a quem desejasse. Ela também, podia sugar toda a sua energia da Terra e fazer com que os seres humanos morressem de fome e desnutridos. Mas, no geral, era tido como uma deusa amorosa, atenciosa, compassiva, gentil e acolhedora.

“O Haumea nui aiwaiwa.” 

Great Haumea was mysterious. 

“He lau kinoo ia wahine o Haumea” 

This woman Haumea had many forms.

“Komo I ka ‘ulu, he ‘ulu ia.” 

Entering a growing tree, she became a breadfruit tree. 

Seus símbolos são as flores frescas e as frutas da Polinésia. Diz-se que inicialmente as mulheres havaianas não conseguiam dar à luz e tinham que passar por uma cesárea para terem seus filhos, até que Haumea que era uma excelente parteiras e havia parido seus filhos de diversas formas e pelas suas diversas partes resolveu ajudar as mulheres. E vivendo em meio delas, e sem nunca envelhecer, mudava sua forma ao bem entender, assim como a Mulher Mutante, e ajudou-as e ensinou-as a parir naturalmente. Por isso, hoje é considerada a padroeira dos partos, assim como a deusa egípcia Taumet, entre outras deusas.

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