Aquele estado primordial da sexualidade que não está dissociada do todo e que não pode ser nomeada ou definida. Aquela sexualidade que apenas é. Um impulso. Uma força. Uma vibração. Uma existência por si mesma e que ao mesmo tempo, transborda-se e expande-se até tocar e envolver tudo completamente. Aquele estado onde tudo é sangue, tudo é terra, tudo é saliva, suor, gemidos e tremores. Aqueles tremores que tomam conta de você sem saber de onde vem, onde começou ou quando irá terminar. Aquele momento onde descobrimos que somos mais do que corpos e pessoas, somos uma força que é maior do que tudo e que ao mesmo tempo nos une, através dos corpos e pessoas. Somos semente. Somos árvores. Somos fertilidade. Somos vida e morte. Somos a sexualidade que engloba tudo isso. Um vazio sem fim que ao mesmo tempo pulsa e queima.

Para acessar à força da sexualidade de Inanna que é primordial, ancestral e primitivo, precisamos nos dispor a isso. Uma sugestão é escolher um momento em que possa ficar sozinha e no escuro colocar uma música com batuques e onde possa bater seu pé na terra e fazer suas ancas dançarem. Pedindo para que a Deusa Innana expresse-se através do seu quadril, através dos seus pés e através da sua dança. Peça para entrar em contato com sua sexualidade, aquela sexualidade que está além de corpos, pessoas e gêneros. Aquela força e poder que é. E deixa-a vir até você. Quando sentir a manifestação da deusa, deixe-se envolver pelo tempo que sentir que deve. Depois, aquiete-se e observe. Como essa sexualidade manifestou-se em ti? E como ela difere do que você acreditava ser sua sexualidade?

Agradeça a deusa. Se desejar, acenda uma vela para ela e retribua comprometendo-se a honrar essa força. Caso sinta necessidade, anote sua experiência.

 

Imagem: desconhecido
_________________________________
Copyright © Todos os direitos reservados.
ATENÇÃO: A reprodução parcial ou total deste texto é protegida por Lei.
Para usar este texto entre em contato com a autora.

Pin It on Pinterest

Share This